sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Enquanto houver amizade




Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximará
Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar amizade,
nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade
construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente,
sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e nos
lembraremos pra sempre.
ALBERT EINSTEIN

segunda-feira, 22 de junho de 2009

cíúme

Ciúme
Letícia Thompson

Não adianta! Por mais que digamos que não, devemos confessar que nos sentimos importantes quando alguém sente ciúme da gente. O sentimento inicial é de zelo: aquela pessoa nos ama tanto que quer nos proteger. Quando nenhum ciúme entra em jogo, o sentimento que temos é de descaso.

O ciúme é um sentimento possessivo e demonstra insegurança da parte de quem o sente. A pessoa extremamente ciumenta não tem confiança em si mesma e no seu poder natural de "prender" a pessoa à ela. É alguém infeliz que desconfia de tudo e de todos e nunca está tranqüilo, pois na sua cabeça tudo se transforma de maneira a dar razão ao que sente.

O ciúme é como uma prisão. Aos pouquinhos tudo vai se fechando em torno da pessoa objeto do ciúme e se ela não reage estará no fim das contas fechada entre quatro paredes, de pés e mãos atados. Isso não é sadio. Quando amamos alguém devemos dar-lhe ar e não impedir que esse respire. Nosso objetivo principal deveria ser de ver a pessoa amada feliz e não uma marionete sem vontades, que podemos controlar o tempo todo, sempre à nossa disposição.

Porém, mesmo se amamos profundamente uma pessoa e que essa pessoa nos ame, ninguém pertence a ninguém. Somos todos indivíduos, com vontades próprias, sentimentos próprios, desejos próprios. Damos da nossa vida e do nosso coração, mas continuamos sendo uma pessoa à parte. É bonito falar em fusão no amor, mas na realidade, se permitimos essa fusão, perdemos nossa personalidade. Uma pessoa que vive em absoluto em função de outra pessoa perdeu-se a sim mesma, é uma luz apagada.

Um ciumento compulsivo acha que tudo lhe pertence e tem necessidade de ter o controle das coisas e pessoas. É uma pessoa doente que deve e precisa curar-se. Deve tentar recuperar sua auto-estima, sua auto-confiança. Deve aprender que não se força ninguém e nada a estar ao nosso lado e, menos ainda, na nossa vida. As pessoas que ficam, que seja na amizade ou no amor, devem estar por livre escolha.

Saber que alguém está conosco porque escolheu estar é gostoso, é enriquecedor.

Contudo e apesar de tudo, não há nenhum mal em um bocadinho de ciúme. Só um pouquinho. Como o perfume no corpo. Nunca demais. O suficiente para temperar o relacionamento, pra fazer com que o outro sinta que tem algum valor. Algo agradável de se sentir e viver.

Faz parte do ser humano e podemos notar mesmo nas espécies animais o sentimento de ciúme. Nada errado com isso. O importante é descobrir a medida exata dos nossos sentimentos e os limites que existem dentro de um relacionamento, sempre visando o respeito do outro.

O importante é saber temperar para que parte e outra sintam-se realizadas e felizes...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não me perca de vista



Não me perca de vista

Não me perca de vista não deixe que eu desapareça de sua vida,
antes de precisar de mim...
não deixe que eu vá embora,
sem antes saber quem sou,
e quais são os meus sonhos,
quem sabe são os mesmos sonhos seus,
quem sabe...
Não me perca de vista nunca,
mesmo que não esteja interessado hoje,
pode ser que um dia,
tenha saudades de mim...
Não me deixe seguir sozinha esta estrada,
sem antes saber se gostaria de ir também,
sem antes descobrir que é,
exatamente o caminho que sempre procurou...
Não me perca,
talvez só eu possa ser para você,
a esperada chegada,
o tão sonhado caso de amor,
a linda e infinita história
e a realidade mais sublime de se viver...
Mas não me perca,
deixe eu ficar e esperar por você,
esperar que você me chame,
que você precise de minha companhia
que você tenha por mim todo seu carinho,
que você de repente descubra que está me amando,
e que me agradeça por ter ficado ao seu lado,
e te esperado...
Não me perca,
Nunca...

Vilma Galvão

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A mulher e seus climas


A mulher e seus climas




A mulher não é ela. É o clima dela. Melhor do que perfumes é o cheirinho de banho recente que se descobre no cabelo e na nuca ou de capim cheiroso espalhado no armário e herdado pela blusa ou camisola. Nada de voz aguda. Um tom de médio para grave é preferível. Uma gota de rouquidão incentiva. Nada de perfeições! Nem de corpo, nem de inteligência e espírito. Só de caráter. Mulher mau caráter é tão raro quanto repulsivo.
O importante é mesmo ter algo de errado no corpo ou no rosto, atraentes. Certos pequenos erros acentuam traços ou detalhes que, isolados, crescem muito e ganham no todo. O lábio um pouco mais grosso, seios com bicos estrábicos, o nariz um pouco maior do que ela desejaria, tudo isso aquece a atração. Carinho tem hora.
Não hora marcada, mas hora adivinhada. Carinho fora de hora, eriça. Olhar de uma tristeza tão antiga quanto encarnações é forte fator de atração. Lágrimas a postos. Sempre. Por favor, nenhuma bronca com barriguinha ou descuido nosso. Nada de exigências ascéticas, dietéticas, apologéticas ou ideológicas. Mulher que atrai e mantém o seu homem é a que gosta mais de alguns defeitos dele do que de uma perfeição idealizada ou basbaque
certinho demais.Mas honradez ele deve ter...
Mulher deve falar como quem insinua em vez de ordenar. Pedir como quem ajuda, saber esperar. E não pode ficar falando "eu acho" toda hora, nem descuidar-se das unhas dos pés. Pudor é essencial. Mas um pudor velado, revelado apenas na linguagem sutil mas eloqüente de seu corpo, no modo de se encolher na cadeira ou cruzar os pés. Rebolados, só os muito suaves e discretos. Mas evidentes. Ser friorenta é indispensável. Se for possível, preferir o silêncio - entre reclamar e reivindicar, salvo quanto tenha muita razão - melhor ainda. Se não for assim, que venha a bronca, mas com mansidão. E depois não permaneça a resmungar. Que goste de eventuais e raros pilequinhos, jamais de alcoolismo. Que ame beijar. Aprecie e valorize gentileza e adore ser deixada cruzar a porta na frente.
Pisar firme, mas leve.
Mulher não deve chegar, deve aparecer. Não deve entrar, deve aproximar-se. Não deve mastigar, deve diluir. Não deve engolir, deve sorver. E por favor, cuspir, jamais. Só no consultório dentário...
Ar de brincadeira antes de amar é receita infalível. E dormir o mais encolhidinha possível e depois acordar solta, confiante no sono. Em viagens, é essencial cuidar da gente. E guardar sempre uma surpresa para ser dada de repente.
Sim, ser bela nada tem com ser bonita.
É muito mais.
Porque a mulher não é apenas ela.
É também o clima dela.

Artur da Távola

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quando falar sobre amor



Quando falar sobre amor

Pacard

Quando falar sobre amor,
finja nada conhecer,
para absorver cada frase que brote do coração.

Quando falar sobre a dor,
deixe abertas as janelas da alma
para compreender que amor e dor
são tão parecidos que até os confundimos,
ao vê-los bem de pertinho.

Quando falar sobre a paz,
faça-o no rumor da guerra,
para ser ouvido na mais alta voz.

Quando falar sobre sonhos,
acorde,
para vivê-los na melhor lucidez do seu dia.

Quando falar de amizade,
estenda a mão aos seus inimigos,
para que possa provar a si mesmo
aquilo que gosta de dizer aos outros.

Quando falar de fome,
faça um minuto de jejum,
para lembrar daqueles que jejuam
todos os dias, mesmo sem querer...

Quando falar de frio,
abrace alguém.

Quando falar de calor,
estenda a mão.

Quando estender a mão,
sustenha o braço para que perdure.

Quando falar de felicidade,
acredite nela.

Quando falar de fé,
cerre os olhos para encontrar a razão
daquilo em que crê.

Quando falar de Deus,
faça-o pelo silêncio do seu testemunho.

Quando falar de si mesmo,
aprenda a calar,
para entender o amor, a dor, a paz, os sonhos..

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quem namora



Quem namora agrada a Deus.
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor
A pele melhora, o olhar com brilho de manhã.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera,
quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão.
quem ri por bobagem, quem entra em estado de música,
quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.
Namorados que se prezam tem a sua música.
E não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada.
Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado.
Sem medo nem preconceito.
Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha no lugar que só ele ou ela conhece.
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo lugar
que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus, tudo fica mais fácil para quem sabe de verdade o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor,
tecido do melhor de si mesmo e do outro.
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.
Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar";
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda com aflição, o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim.
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.
Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.

-Arthur da Távola-