sexta-feira, 6 de março de 2009

Sob o Céu todo Estrelado





As estrelas, no céu muito límpido, brilhavam divinamente distantes.

Vinham de caniçada o aroma amolecendo dos jasmins.

E havia também, num canteiro perto, rosas que cheiravam a jambo.

Um vaga-lume abateu sobre as hortênsias e ali ficou luzindo misteriosamente

À parte as águas de um córrego contavam a eterna história sem começo nem fim.

Havia uma paz em tudo isso... (Era de resto o que dizia lá dentro o meigo adágiode Haydn.

Tudo isso era tão tranquilo... tão simples... E deverias dizer que foi o teu momento mais feliz (Manuel Bandeira, Petrópolis, 1921)

Um comentário:

Mari disse...

Que lindo poema...
Amei seu Blog.